segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A futilidade do que é demais ou a ansiedade da sobra

Está difícil conter os excessos hoje em dia. E isto não se estabelece apenas nas classes abastadas: está em nós, classe média, está em todo lugar, mesmo nas famílias mais simples de condições (em proporções particulares, mas está). É o excesso do desejo de ter. Excesso do que não é necessário.
Não é o essencial de agora que me incomoda, porque estamos inseridos em um mundo de pequenos luxos e facilidades (televisão, carro, internet, geladeira, comidas prontas, brinquedos já elaborados e afins), bem distantes dos tempos de antes, em que as crianças viviam no faz de conta particular, com o sapato puído, furo na meia, joelho esfolado e sorriso feliz; é o que excede que me incomoda. É o sempre querer mais. É a falta de contentamento. É a busca incessante de atender a necessidades materiais. É a compensação do vazio da alma pelo bem material.
A ansiedade é gerada (porque a felicidade não se completa pelo consumo).
E as sobras se amontoam em pilhas dos sem-utilidade, dos descartáveis, dos "um dia quem sabe?".
E o indivíduo se perde na busca. E a insatisfação do fútil soterra o ser, no morro do demais: asfixia, sufoca, faz perder os sentidos.
Está difícil conter os excessos em um mundo que passou a "coisificar" as pessoas, estabelecendo mais valia ao que se pode comprar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mundo do amor real!

Cansei das idéias postas: de como se deve viver; de como se deve ensinar; de como se deve amar - os filhos nossos de cada dia.
Fui atrás da terra encantada, aquela do coração falando mais alto, em que o amor é rei.
O mundo real, das sensações, dos sentidos. Da intuição e da natureza. Do lúdico e da fé. Com meus erros e acertos concretos e não divagados em certezas de teoria.
Acho que andava perdida, no atalho mais fácil para ocultar minhas dúvidas diárias, camuflando-as no estandarte de embasamentos teóricos. Tropeçava no caminho e só olhava para o chão.
Hoje elevei meu olhar para o céu. E vi o sol. Vi a imensidão de cores a brilhar em minha volta.
Com admiração me pus a cantar.
Senti a brisa do vento e pensei em liberdade. E em confiança. E em segurança. E em amor pleno.
Toquei o fio brilhante do meu interior e tive a certeza de que sou a melhor obra científica para guiar o meu destino e transformar a minha realidade e a dos meus em muito melhor.
Voltei a ser criança, voltei a ser no mundo: no mundo do amor real!

* Eduardo com 01 ano e 11 meses hoje: amor além da vida!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Filigranas do presente

Papel seda vermelho. Balde de pipoca. Carros coloridos. 01 ano e 11 meses. Festa. Doces.

Notícia boas. Amor de prima. Nova vida. Benção de Deus. Desejo de saúde.

Leitura. Escolas visitadas. Dúvida. Receio. Diversão. Cuidado. Proteção. Ensino.

Pouca fala. Muita atividade. Sorrisos. Passeio. Viagem.

Amor. Amor. Amor.