Eu temia a solidão.
Meus pensamentos estavam sempre inseridos em um diálogo: eu e mais.
O contato era necessário, auto-afirmação corriqueira no outro, e a vastidão de pessoas no entorno. Exterior preenchido em todos os espaços.
Hoje anseio por ela; porque aprendi, cercada de insegurança, que a liberdade do eu se faz com o solo de um ser só; sem medo do silêncio que a individualidade traz.
Aqui se nasce e se morre sozinho - no que se acredita, no que se sente, no que se vê, no que se pensa, nas mágoas, alegrias e desejos, no que se escolhe e no novo caminho a seguir.
A energia é una, na essência da alma. E só no interior se é livre por completo, se é único e inteiro.
No demais, em paralelo, são as trocas (não tão importantes, mas existenciais).
Compartilhamento e misturas de solidões: a minha e a sua.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Pelo buraco da fechadura da minha porta!
O que você vê? Olhando através do buraco da fechadura da minha porta?
Um filho muito amado e abençoado, crescendo feliz; desenvolvendo-se em plenitude, juntinho comigo, bem debaixo das minhas asas (pata-choca mesmo, mamãe das antigas); aprendendo, cada dia, a ser no mundo; e descobrindo a beleza do mundo em cada manhã.
Uma mãe por vezes muito cansada, muitas vezes com sono, mas com pique, alegria e disposição tiradas do 'saquinho secreto de reserva de energia' para estar presente cada vez mais (sendo presente quando presente) e acompanhar as aventuras do filho feito criança; aprendendo a ser mãe a cada dia (lidando com o novo, que é novo e por isso incomoda, e ensina; e com o velho, que é velho e por isso incomoda, e ensina - sentimentos, pessoas, acontecimentos, lugares, ações e reações, novos e velhos); e maravilhada com cada descoberta de seu filho.
Uma família estruturada, plena, forte e unida: com pai e mãe dando o exemplo, esforçando-se juntos para dar o melhor que podem para o filho querido.
O que você vê? Olhando através do buraco da fechadura da minha porta?
Paz! Harmonia! Crescimento! Força! Brilho! Doçura! Infância! Afeto! Aprimoramento! Bom-humor!
Você vê amor!
Hoje me sinto melhor do que ontem.
Hoje me sinto mais completa do que antes.
Hoje sou mais paciência, mais tolerância, mais equilíbrio, entendimento e brandura.
Hoje sou meu ontem melhorado, pronta para enfrentar o meu amanhã.
O que você vê através do buraco da fechadura da minha porta?
Gratidão, pelo ano que passou.
Esperança, por mais um excelente ano que virá!
Um filho muito amado e abençoado, crescendo feliz; desenvolvendo-se em plenitude, juntinho comigo, bem debaixo das minhas asas (pata-choca mesmo, mamãe das antigas); aprendendo, cada dia, a ser no mundo; e descobrindo a beleza do mundo em cada manhã.
Uma mãe por vezes muito cansada, muitas vezes com sono, mas com pique, alegria e disposição tiradas do 'saquinho secreto de reserva de energia' para estar presente cada vez mais (sendo presente quando presente) e acompanhar as aventuras do filho feito criança; aprendendo a ser mãe a cada dia (lidando com o novo, que é novo e por isso incomoda, e ensina; e com o velho, que é velho e por isso incomoda, e ensina - sentimentos, pessoas, acontecimentos, lugares, ações e reações, novos e velhos); e maravilhada com cada descoberta de seu filho.
Uma família estruturada, plena, forte e unida: com pai e mãe dando o exemplo, esforçando-se juntos para dar o melhor que podem para o filho querido.
O que você vê? Olhando através do buraco da fechadura da minha porta?
Paz! Harmonia! Crescimento! Força! Brilho! Doçura! Infância! Afeto! Aprimoramento! Bom-humor!
Você vê amor!
Hoje me sinto melhor do que ontem.
Hoje me sinto mais completa do que antes.
Hoje sou mais paciência, mais tolerância, mais equilíbrio, entendimento e brandura.
Hoje sou meu ontem melhorado, pronta para enfrentar o meu amanhã.
O que você vê através do buraco da fechadura da minha porta?
Gratidão, pelo ano que passou.
Esperança, por mais um excelente ano que virá!
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