Está difícil conter os excessos hoje em dia. E isto não se estabelece apenas nas classes abastadas: está em nós, classe média, está em todo lugar, mesmo nas famílias mais simples de condições (em proporções particulares, mas está). É o excesso do desejo de ter. Excesso do que não é necessário.
Não é o essencial de agora que me incomoda, porque estamos inseridos em um mundo de pequenos luxos e facilidades (televisão, carro, internet, geladeira, comidas prontas, brinquedos já elaborados e afins), bem distantes dos tempos de antes, em que as crianças viviam no faz de conta particular, com o sapato puído, furo na meia, joelho esfolado e sorriso feliz; é o que excede que me incomoda. É o sempre querer mais. É a falta de contentamento. É a busca incessante de atender a necessidades materiais. É a compensação do vazio da alma pelo bem material.
A ansiedade é gerada (porque a felicidade não se completa pelo consumo).
E as sobras se amontoam em pilhas dos sem-utilidade, dos descartáveis, dos "um dia quem sabe?".
E o indivíduo se perde na busca. E a insatisfação do fútil soterra o ser, no morro do demais: asfixia, sufoca, faz perder os sentidos.
Está difícil conter os excessos em um mundo que passou a "coisificar" as pessoas, estabelecendo mais valia ao que se pode comprar.
3 comentários:
Gostei, concordo...bjo bjoo
Muito bom amiga!!!! ótimo texto!
Então estava pensando de no próximo (não amanhã) no outro final de semana fazer o sarau pra mães, bebês (e os papis que quiserem), o que acha? Topa? Pode? Vamos? Se o dia ajudar fazemos na grama se não em algum lugar coberto.
E a escola? Deu certo?? Bjoooooooo
Oiii muito bom o texto!!
Passando para ti deixar um bj, e para avisar para seguir esse blog aki http://nossavidacommalu.blogspot.com/
pq o outro vou excluir...bjs
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