sábado, 10 de novembro de 2012

É na rotina que o amor se revela...

Um dia destes:
05 dias de muita paz, piscinas de águas termais (com muito Tuti e baleia Gelda a brincar no mar). Almoço e janta na "casa da Jurema". Descanso. Brincadeiras. Pura felicidade. Encontro de nós e nós mesmos, a nossa família de três.

Um dia destes:
15 dias de muita angústia. Doença passageira que trouxe o medo, a impotência, a vontade de estar no lugar do outro. E que junto também desvelou o amor incondicional de mãe e pai ao filho. A união e o agradecimento pela saúde de sempre.

Um dia destes:
Ele quer um peixe, amigo do Dudu.
Ele quer um cachorro, amigo do Dudu.
Ele come cenoura e beterraba crua, porque o coelho come.
Ele traz presente para os brinquedos, com o Papai Noel de enfeite, e diz que o pinheirinho de Natal é a casa do Papai Noel.
Ele faz o bolo de sua festa imaginária de aniversário, empilhando os tambores da bateria (e coloca de enfeite os trenzinhos do Thomas e seus amigos encima), e serve pedaços a todos.
Ele pede penico e desculpas, depois de fazer xixi na calça.
Ele chama mamãe a toda hora e não para defalar um minuto.
Ele pega o copo, sobe na pia e põe água do filtro sozinho.
Ele pede para dirigir o carro na rua sozinho.
Ele diz que o cocô grandão que ele fez estava dentro do bumbum.
Ele come o que gosta e fala "Muito delícia, mamãe"; "Muito bom bom".
Ele fala "Amo você".
Ele sorri a toda hora.
Ele canta (inclusive pequenos trechos de músicas dos meus cantores favoritos).
Ele toca seu violãozinho, o da mamãe, seu xilofone, os tambores de sua bateria e seu pianinho imaginário; e pede para a mamãe fazer uma banda com ele.
Ele sabe os endereços dos seus lugares preferidos e pede para virar à esquerda e à direita, conforme seu destino.
Ele sabe a sequência dos números até 10.
Ele interpreta suas brincadeiras e cria histórias incríveis (muda até mesmo a voz para fazer seus personagens).
Ele pede mamá com cara de pidão, dizendo "Mamazinho é muito bom, mamãe".
Ele inventa dodóis e diz que está com medinhos falsos, só para que a gente cuide e ainda completa dizendo: "Cuida do Dudu, mamãe".
Ele sabe brincar de esconde-esconde; de pega-pega; de futebol; de corrida de carro; de casinha; de médico; de construir cidades, fazendas e ferrovias; de lutinha; de montar quebra-cabeças; de pintar com tinta, cola-colorida e giz; na areia; nos parquinhos; na piscina, inclusive adora mergulhar e já fica sozinho na bóia; de massinha; de loja.
Ele fica orgulhoso quando faz as coisas sozinhos; diz que não consegue quando não consegue, e se frustra; fica impaciente quando não consegue; pede ajuda; limpa a sujeira que faz; guarda os brinquedos quando não quer mais brincar; é organizado; sabe tirar suas roupas; é teimoso; diz obrigado; pede por favor; pergunta se a mamãe deixa fazer tal coisa; é muito atento; tem excelente memória.
Ele sabe algumas palavras em inglês.
Ele diz que está triste ou feliz. Se está com calor ou frio. Se está com sede ou com fome. Aperta a
descarga. Abre e fecha torneiras, lava suas mãos. Liga a torneira da banheira.
Ele pede para brincar. Pede para ficar um pouco mais acordado antes de dormir.
Adora livros. Adora carros. Adora trens. Adora bichos. Adora água.
Ele diz que não é mais neném; que é um menininho (e foi ontem que ele nasceu...).

Um dia destes:
A festa de 03 anos está se aproximando. Preparativos. Lembrancinhas. Muita vontade que o dia chegue. Festa do Eduardo com o Thomas e seus amigos (tem coisa melhor?).

Um dia destes:
A solidão aperta. O cansaso bate. A frustração quer se achegar. Vem a raiva, por eles motivada.
Mas o brilho dos olhos azuis ilumina a alma. E tudo se acalma depois de um abraço, com cheiro de doce, de pipoca, de terra, de pomada bepantol, de pasta dental sem flúor, de amor.

Um dia destes:

"Lapidar a pedra bruta
No encalço da eterna beleza
Ou, como ostra, envolver o grão

Abandonar lascas pelo chão
- perfeição do diamante
Ou pretender o acréscimo:
soma das experiências vividas, na solidez da pérola.
Antagônicas formas de transformação da alma.

De todo, não vou me perder para avançar.
Sou junção. Sou do novo o receio. Sou o pouco a pouco. E a espera.
Quero o brilho opaco
Todos os meus pedaços.
De camada em camada é que me formo
Pérola negra.

(É na rotina que o amor se revela)"



























sábado, 15 de setembro de 2012

Hoje, ele foi pajem!

 
 
Um noivinho lindo: loiro de olhos azuis!
 
 










quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?" (Confúcio)

- Trintei, e não mais contei...
O que tem aí, mulher de trinta?


O que traz por detrás desta feição de menina ainda?
A brincadeira paterna, no grande trenzinho de bichos de pelúcia.
O abraço materno no chuveiro;  - “Sou a Mônica... sou a Mônica”, feliz a cantar.
Doce de leite de saquinho, depois da missa de domingo. Farofa e frango assado.
Um passeio de bicicleta, nas areias de Caioba.
Um abraço nos pêlos macios do amigo canino.
Esconder-se da chuva, debaixo da cama, com a irmã querida.
Batizado da cachorrinha da melhor amiga.

O que tem aí, mulher de trinta?
O que traz por traz desta feição de moça ainda?
A ilusão de Platão se arrastando no tempo ("os bárbaros também são sentimentais").
O violão solitário. Marisa Monte, Machado e Fernando Pessoa.
Dúvidas e os medos, e a insegurança.
Muitas perguntas para respostas poucas.
A mão aberta em promessa.
União das almas, o início do amor a dois.
A benção divina ao dar a luz.
Presente dos céus de olhos azuis.
Bela melodia de um vibrante “Mamãe”.

O que tem aí, mulher de trinta?
Neste sorriso que satisfaz tudo.
A inocência da infância no ímpeto da adolescência.
Ou o ímpeto da juventude na inocência da criança?
No prelúdio de anos de mais serenidade
tem a paz, tem os sonhos e as boas lembranças
(e ainda um pouco de toda a loucura)
- Uma vida inteira a ser vivida.


"Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer". (A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A liberdade que não temos... mais


"Ela prometeu este texto pronto para a repórter, em uma semana.
Ela não cumpriu.
Ela prometeu o texto, sem falta, em mais alguns dias.
Ela não cumpriu.
Ela prometeu uma saída com as amigas. E não esteve lá.
Ela prometeu fazer as unhas das mãos, a depilação e a tintura nas raízes já crescidas (um dia de princesa só para si). E continuou a ‘mulher-lobisomem’.
Ela prometeu uma noite de amor para o marido; mas o nenê ficou doente, bem no dia da compra do sutiã vermelho.
Um telefonema para a mãe.
Prometeu chegar no horário no trabalho, não faltar.
Prometeu começar a se exercitar.
Ausências, atrasos, mudanças de plano, ‘jogo de cintura’ em situações em que se deveria dissociar (ser duas, três, ou mais).
A liberdade que não temos.
É isto o que nos une (tirante o amor maior do mundo por nossos filhos), na coligação das mães.
Desde as mais 'pata-chocas', às 'superprafrentex' mães quatro turnos (filho, marido, casa e trabalho - não necessariamente nesta ordem de preferência).
É esta impossibilidade de autodeterminação do tempo, de onde ir, do que fazer; esta dependência de terceiro, que marca também a maternidade.
Não faço, aqui, alusão aos prós e contras desta não liberdade. Muito menos pretendo categorizá-la como doação de amor, obrigação por ser mãe ou desvalorização da mulher que se sujeita a esta situação.
É uma constatação. É presente. É fato. Em graus maiores ou menores, no termômetro da dedicação particular. Independentemente de como cada uma de nós, mães, lida com ela.
Eu confesso: ainda não aprendi a lidar!
Considero-me uma excelente mãe (tenho falhas, obviamente; mas faço o meu melhor), daquelas mães ‘das antigas', presente 24 horas, que deixou a faceta trabalho em suspenso, para cuidar unicamente do filho há quase três anos; mas se tem uma coisa que realmente me incomoda, desde o meu nascimento como mãe, é não ter o controle pleno da minha vida.
Aquela decisão de dormir até às 11h; aquela vontade de almoçar às 15h; sair jantar logo após a mensagem das amigas (“nos vemos em 30 minutos, no restaurante tal); tocar meu violão quando der vontade; escrever, ler, tomar um banho de banheira bem demorado; sair na hora certa para o compromisso marcado; poder marcar meus horários em médicos, dentistas, cabeleireiro, quando quiser; frequentar cursos; atender meus clientes. E outros tantos exemplos mais.
Não depender de terceiros na disposição do cuidado de meu filho, em lugares em que não posso levá-lo comigo (porque ele é meu companheiro de todas as horas, sempre a tiracolo!).
Sei que pode ser uma característica tendencialmente egoísta da minha parte, mas é ao menos sincera.
Fato é também que terei que aprender a lidar com está ausência de liberdade, porque, afinal, não sou responsável apenas por mim, desde o nascimento do Eduardo.
Mas tenho saudade daquele tempo em que o tempo era só meu."



* Nota de referência aos 'descuidados' leitores de plantão: se me perguntarem se eu trocaria minha vida atual, que me foi abençoada por um menino lindo e muito amado, pela vida de antes (com aquela total liberdade); sem qualquer centelha de dúvida a resposta será NÃO! Porque, por mais que seja uma tarefa trabalhosa bem criar um filho, é uma das mais lindas e recompensadoras que possa existir. Afinal, como bem disse a minha amiga Laiz (do blog Dia de Mamis), "nesta nova jornada de não liberdade,  ganhamos uma companhia que 'rouba' nosso tempo, mas nos faz infinitamente mais felizes"!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A Mamãe do Eduardo no Confessionário!

Dia da Independência do Brasil e nós estamos dando 'pitaco' no Confessionário, blog do site Bebê, da Editora Abril!
Agradeço desde já o convite feito a nós pela Bruna, excelente repórter desta Editora, e aproveito para indicar uma visita ao meu depoimento lá e também ao blog em geral! Confiram!

http://bebe.abril.com.br/blogs/confessionario/2012/09/07/a-liberdade-que-nao-temos-mais/


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Tiradas de 30 meses

* Pum no bumbum! (cocô escapando na cueca, quando soltou um pum)
* Xixi cái na água! (fazendo xixi de pé - agora não precisa mais sentar para fazer xixi! super adulto!, mirando o jato na água do fundo da privada)
* Reais do Dudu! (todo e qualquer dinheiro que vê)
* Ahhhh nããão!!! (para as etiquetas das roupas na loja, com cara de "que caro!" e as mãos na cabeça)
* Papá é ruim. Suco de uva é bom!(colocando a colher dentro do copo de suco, lambendo o suco da colher, e fazendo cara de "que gostoso", dizendo: "hummmm"!)
* Tchau tv (jornal passando). Dvd Dudu é bom! (querendo trocar pelo filminho do Thomas Trem)
* Au-au! Acabou o naná, au-au! Acabou a lua, au-au! Já é de dia! (falando para o naninha dele, dentro do berço, assim que acordou)
* Cacá, Cacá (resolveu me chamar de Cacá agora, em vez de mamãe! posso?)! Dudu quer "ihihihihi"! (imitando macaco, para pedir uma banana)
* Dudu quer um, Cacá! Só um! Reais do Dudu na GhiGhi! (assistindo propaganda da televisão, de um brinquedo, e pedindo para comprar um na loja GhiGhi).
* Cof cof cof! (fingindo tossir e com cara de doente, ao ser examinado na pediatra)
* Ihhh! Ihhh! (imitando choro, beicinho tremendo e lágrimas nos olhos, ao escutar, com toda atenção, uma música sertaneja das do estilo "que corno eu sou")
* A-ca-bou! A-ca-bou! (falando bem alto e devagar, para que não restasse dúvida da intenção, rs!, afastando o prato para não comer mais)
* Tchau cocô! Vai naná! (apertando a descarga, depois de fazer cocô)
* Um, dois, três, já! Ganheiiiii! (antes mesmo de começar a correr)

E por aí vai!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Devaneios

Onde está aquela menina de olhos brilhantes, a correr pela praia?
Soprou novo vento
A onda já é outra
A areia mudou de lugar

Onde está aquela moça de pele queimada, trazendo com ela assobios ao passar?
É dia em poente
A brisa está morna
Calmas águas na enseada

Mas o mar está ali
O sol se faz presente
A vida ainda pulsa
(sustentada pelos fios da monotonia)

Sutil tremor de terra
- das profundezas do ser
Faz revolta a maré
(ventania e vendaval)

Voltam a queimar os raios solares
A tez recende em cor
E novamenre se vê riso fácil da menina-moça
nos lábios ressequidos da mulher

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Desfralde natural

Não sou uma pessoa adepta a teorias (já fui, confesso! hoje sou mais pragmática). Desde o início da minha gestação procurei pautar este novo ciclo em bases naturais (não digo que consegui assim proceder em todos os momentos, porque muitas vezes quando envolvida pelo medo, cedi à procura de respostas teóricas, para conseguir segurança; situações que em nada auxiliaram, só somaram confusão e mais insegurança, e fortaleceram ainda mais meu entendimento de que a vida deve ser vivida de forma natural - até mesmo com viés intuitivo), mais sentimento, mais verdadeira. E simples.
Assim estou vivenciando com o Eduardo desde o seu parto (que foi um parto humanizado); com a amanentação livre e até quando for necessário; com os cuidados meus para com ele como das antigas (daquelas mães donas de casa que cuidavam igual galinhas choca); da prioridade de fortalecimento do vínculo familiar (afetividade e formação individual) até os três anos de vida do Eduardo, em vez da socialização escolar antes deste período; da alimentação caseira em preferência; da educação baseada no meu senso de justiça e não dos impostos em programas de babás taus ou escritores taus; na paciência com o tempo do Eduardo para vencer etapas de desenvolvimento (inclusive quanto à pouca fala), com mais estímulos do que cobranças; e agora com o desfralde.
O Eduardo desfraldou.
E desfraldou sozinho! Pediu para ir ao banheiro. Disse ser ruim usar fraldas.
E desde segunda só pôs fralda para dormir (e isso porque a mamãe aqui insistiu! por ele nem neste momento seria preciso, rs!).
Já havia uns meses que se iniciou o reconhecimento do xixi e do cocô, da fralda, do penico; mas não houve qualquer tentativa ou insistência de minha parte!
Foi ao tempo dele, sem antecipações, sem regras genéricas, naturalmente!!
Feliz por mais esta etapa vencida!
Parabéns, amor da mamãe!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Antinomias de lá e cá

Sem explicações prolixas, resumo o meu momento em antinomias de lá e cá. Inércia virtual e múltiplas atividades diárias. Desânimo em dispor energias observando a vida alheia (ainda que de forma absolutamente saudável) e extremada vontade de me debruçar mais sobre minha própria vida - as nuances do desenvolvimento do meu filho, meu crescimento como mãe e novos planos profissionais. É só por isto. Nada mais. O resto são desculpas vazias. Não houve falta de tempo; mas prioridade do uso dele para o que eu achei mais relevante no momento. Não houve sequer vontade em estar aqui. E mais uma vez estagnei virtualmente. Porque já passava a virar obrigação postar. Não quero letra presa, quero versos soltos. Sem data, horário ou lugar para acontecer. Sem cobranças (minhas cobranças). Minha vida aqui a quero assim: solta, livre, mutante. Novamente me permito voltar. Mas com advertência já feita: nesta antinomia, prefiro a vida real.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Liberdade do eu ou a necessidade de estar só

Eu temia a solidão.
Meus pensamentos estavam sempre inseridos em um diálogo: eu e mais.
O contato era necessário, auto-afirmação corriqueira no outro, e a vastidão de pessoas no entorno. Exterior preenchido em todos os espaços.
Hoje anseio por ela; porque aprendi, cercada de insegurança, que a liberdade do eu se faz com o solo de um ser só; sem medo do silêncio que a individualidade traz.
Aqui se nasce e se morre sozinho - no que se acredita, no que se sente, no que se vê, no que se pensa, nas mágoas, alegrias e desejos, no que se escolhe e no novo caminho a seguir.
A energia é una, na essência da alma. E só no interior se é livre por completo, se é único e inteiro.
No demais, em paralelo, são as trocas (não tão importantes, mas existenciais).
Compartilhamento e misturas de solidões: a minha e a sua.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pelo buraco da fechadura da minha porta!

O que você vê? Olhando através do buraco da fechadura da minha porta?
Um filho muito amado e abençoado, crescendo feliz; desenvolvendo-se em plenitude, juntinho comigo, bem debaixo das minhas asas (pata-choca mesmo, mamãe das antigas); aprendendo, cada dia, a ser no mundo; e descobrindo a beleza do mundo em cada manhã.
Uma mãe por vezes muito cansada, muitas vezes com sono, mas com pique, alegria e disposição tiradas do 'saquinho secreto de reserva de energia' para estar presente cada vez mais (sendo presente quando presente) e acompanhar as aventuras do filho feito criança; aprendendo a ser mãe a cada dia (lidando com o novo, que é novo e por isso incomoda, e ensina; e com o velho, que é velho e por isso incomoda, e ensina - sentimentos, pessoas, acontecimentos, lugares, ações e reações, novos e velhos); e maravilhada com cada descoberta de seu filho.
Uma família estruturada, plena, forte e unida: com pai e mãe dando o exemplo, esforçando-se juntos para dar o melhor que podem para o filho querido.
O que você vê? Olhando através do buraco da fechadura da minha porta?
Paz! Harmonia! Crescimento! Força! Brilho! Doçura! Infância! Afeto! Aprimoramento! Bom-humor!
Você vê amor!
Hoje me sinto melhor do que ontem.
Hoje me sinto mais completa do que antes.
Hoje sou mais paciência, mais tolerância, mais equilíbrio, entendimento e brandura.
Hoje sou meu ontem melhorado, pronta para enfrentar o meu amanhã.
O que você vê através do buraco da fechadura da minha porta?
Gratidão, pelo ano que passou.
Esperança, por mais um excelente ano que virá!

domingo, 18 de dezembro de 2011

02 aninhos!

02 anos de um amor além da vida!
02 anos da razão do meu viver, de meu bem mais precioso, por quem dou a minha vida se preciso for!
02 anos da mais linda felicidade e do meu descobrimento como mãe e mulher!
02 anos de seu nascimento, meu filho amado!
Que seja uma pessoa de bem, que tenha saúde, seja feliz!
E que possamos crescer juntos, aprender juntos e nos amarmos sempre por toda vida!
Mamãe o ama muito!!
Parabéns pelo seu aniversário!!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pernilongo d'água

Mastite dói, muito.
Dói mais ainda ver o filho com quase 40 graus de febre.
Tudo junto e misturado e um pernilongo à noite, como figurante.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Festa!

Comemoração dos 02 aninhos do Eduardo hoje!!

Viva meu filho amado!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Chile e duas diferenças: verão e um bebê!

Em minha lua de mel visitei o Chile, mais especificamente a cidade de Santiago e o litoral chileno! Uma excelente viagem, do ponto de vista cultural, natural e gastronômico!
Retornamos na semana passada a este país, que continua maravilhoso e acolhedor, agora no verão de lá e com o Eduardo a tiracolo!! Mais uma vez, excelente viagem!
Para todas as mamães que têm interesse em conhecer este país, seguem algumas referências de nossa viagem:
* fazer o vôo em horário que não canse tanto a criança - no nosso caso optamos por viajar de dia (não é um vôo cansativo, de São Paulo a Santiago são aproximadamente 04 horas de viagem);
* levar no vôo alguns brinquedos baratos, porém novos, para momentos de exaustão, um dvd portátil para filminhos e comidinhas do costume para evitar surpresas de conexão e refeições estranhas servidas na aeronave;
* ficar localizado em bairro calmo (ficamos hospedados no bairro Las Condes, local bastante tranquilo, central e lindo) e de fácil acesso ao metrô (que é muito funcional e através do qual se vai a toda cidade). Santiago é uma cidade bastante segura e fácil de se localizar;
* ter acesso à cozinha do restaurante, para providenciar comidas para o bebê, mais adequadas ao paladar e, se preciso, alimentar a criança antes de sair para almoços e jantares, vez que os horários de almoço e janta locais são mais tarde que os nossos e os pratos costumam demorar a serem servidos;
* visitar Viña del Mar e Valparaiso, Vinícolas como a Concha y Toro, a Chascona de Pablo Neruda, o centro histórico da cidade - com o Palácio da Moneda, a Catedral, o Mercado Central -, o Centro de artesanato, o Vale Nevado, o Zôo, o Cerro de San Cristóbal, o Parque Arauco, o Shopping Parque Arauco, os Bairros de Las Condes (centro financeiro da cidade), Bellavista (estilo a Vila Madalena de Sampa), Vitacura, Providência, e a rua de restaurantes chamada BordeRío. Dispondo de mais tempo, fazer a travessia dos Lagos Andinos;
* locais de boa comida: Boulevard do Shopping Parque Arauco, Restaurante Siciliano em Bellavista, Restaurante El Apero (com música chilena e apresentações de dança local) no BordeRío, Churrascaria Montana no Bellavista, e Restaurante El Galeón no Mercado Central.
Fica a dica!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A futilidade do que é demais ou a ansiedade da sobra

Está difícil conter os excessos hoje em dia. E isto não se estabelece apenas nas classes abastadas: está em nós, classe média, está em todo lugar, mesmo nas famílias mais simples de condições (em proporções particulares, mas está). É o excesso do desejo de ter. Excesso do que não é necessário.
Não é o essencial de agora que me incomoda, porque estamos inseridos em um mundo de pequenos luxos e facilidades (televisão, carro, internet, geladeira, comidas prontas, brinquedos já elaborados e afins), bem distantes dos tempos de antes, em que as crianças viviam no faz de conta particular, com o sapato puído, furo na meia, joelho esfolado e sorriso feliz; é o que excede que me incomoda. É o sempre querer mais. É a falta de contentamento. É a busca incessante de atender a necessidades materiais. É a compensação do vazio da alma pelo bem material.
A ansiedade é gerada (porque a felicidade não se completa pelo consumo).
E as sobras se amontoam em pilhas dos sem-utilidade, dos descartáveis, dos "um dia quem sabe?".
E o indivíduo se perde na busca. E a insatisfação do fútil soterra o ser, no morro do demais: asfixia, sufoca, faz perder os sentidos.
Está difícil conter os excessos em um mundo que passou a "coisificar" as pessoas, estabelecendo mais valia ao que se pode comprar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mundo do amor real!

Cansei das idéias postas: de como se deve viver; de como se deve ensinar; de como se deve amar - os filhos nossos de cada dia.
Fui atrás da terra encantada, aquela do coração falando mais alto, em que o amor é rei.
O mundo real, das sensações, dos sentidos. Da intuição e da natureza. Do lúdico e da fé. Com meus erros e acertos concretos e não divagados em certezas de teoria.
Acho que andava perdida, no atalho mais fácil para ocultar minhas dúvidas diárias, camuflando-as no estandarte de embasamentos teóricos. Tropeçava no caminho e só olhava para o chão.
Hoje elevei meu olhar para o céu. E vi o sol. Vi a imensidão de cores a brilhar em minha volta.
Com admiração me pus a cantar.
Senti a brisa do vento e pensei em liberdade. E em confiança. E em segurança. E em amor pleno.
Toquei o fio brilhante do meu interior e tive a certeza de que sou a melhor obra científica para guiar o meu destino e transformar a minha realidade e a dos meus em muito melhor.
Voltei a ser criança, voltei a ser no mundo: no mundo do amor real!

* Eduardo com 01 ano e 11 meses hoje: amor além da vida!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Filigranas do presente

Papel seda vermelho. Balde de pipoca. Carros coloridos. 01 ano e 11 meses. Festa. Doces.

Notícia boas. Amor de prima. Nova vida. Benção de Deus. Desejo de saúde.

Leitura. Escolas visitadas. Dúvida. Receio. Diversão. Cuidado. Proteção. Ensino.

Pouca fala. Muita atividade. Sorrisos. Passeio. Viagem.

Amor. Amor. Amor.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Maternidade natural e/ou parto humanizado e/ou parto com amor

Pegando a deixa da amiga blogueira Natália, do blog Minha Maria (blog super recomendado!!), http://www.minhapequenamaria.com/, falo sobre o parto normal humanizado - parto com amor, maternidade natural, ecologicamente correto, rs! -, repetindo aqui o comentário que fiz no post da Natália!

Por experiência própria de um parto normal humanizado, vivenciado a muito custo (quase caindo nas garras da tendência médica brasileira padrão de cesáreas desnecessárias), e por convicção teórica, falo sobre o parto humanizado, no que tange a defender que cada mulher deve ser a protagonista de seu parto, escolhendo por si, e fazendo isto com informação de qualidade e sem adentrar na doutrina do medo do parto normal vigente no Brasil.

A minha vivência de parto humanizado: antes de definir o obstetra (fato que consegui apenas no quinto mês de gestação), passei por 05 profissionais da área. O primeiro deles, após fazer a anamnese e verificação de exames, disse-me que a data da minha cesárea (isto mesmo: a data da minha cesárea, não do meu parto!) seria dia 22 de dezembro de 2009. A segunda obstetra, disse-me que se fosse o caso de eu realmente querer um parto normal, por ser fim de ano, ela indicaria um profissional de apoio, porque não poderia se comprometer comigo, neste sentido. O terceiro deles disse, às claras, que não fazia parto normal (que dirá humanizado). O quarto, quando por mim demonstrado o desejo de fazer um parto humanizado (domiciliar ou na suíte do hospital, e sem analgesia), disse-me que deste modo não faria. E a quinta (esta com quem mantive também consultas até o sexto mês - por haver gostado das consultas), na última consulta que eu apareci (porque depois desta, fugi!), ao ser perguntada sobre a possibilidade de eu ter um parto normal, disse-me que só saberíamos na hora, que não poderia me dar certeza, porque poderiam aparecer várias "situações impeditivas" até o dia do parto (pensemos em cesárea, se não aparecer nenhum problema fazemos normal: não deveria ser o inverso??). E mais, ela falava que eu poderia ter parto normal, mas observando o agendamento de consultas do pré-natal, pude perceber que a rotina dela era outra, todas as manhãs, até as 10h, nunca atendia consultório, ela sempre estava fazendo cesáreas eletivas...

Até que encontrei meu médico obstetra/parteiro fantástico, que é tão parteiro que faz parto normal domiciliar; parto na água; parto sem analgesia; não usa fórceps e nem faz episio; faz parto com cordão umbilical no pescoço de bebês; com bebês sentados; com mãe que outros obstetras diriam não ter a dilatação suficiente; com mães com pressão alta e/ou diabetes; em gestação gemelar, até de trigêmeos. Sempre com toda a responsabilidade e capacidade necessárias! Com uma equipe de doulas fantásticas e bem preparadas para dar o apoio afetivo que o momento pede! Com um grupo de apoio fantástico! E um pedriatra também da linha humanizada - que não aspirou o Eduardo, não o levou do meu quarto assim que nasceu, permitindo o aconchego inicial e imediato e a amamentação na primeira hora de vida, e que não pingou colirio em seus olhos (neste ponto, bom salientar que um parto humanizado apenas se diz completo com a participação de um pediatra na linha humanizadora, porque o obstetra e as doulas cuidam da mulher que está parindo, e o pediatra cuida do bebê que está nascendo, que requer iguais cuidados humanizados nesta hora). Profissionais que, além do discurso a favor do parto humanizado, tinham anos de prática.
Profissionais que trouxeram luz aos meus dias de procura por uma equipe que aceitasse fazer um parto humanizado, desmistificando as supostas "situações impeditivas". Vieram para me responder as dúvidas e fortalecer minha coragem, porque sabia que com eles EU escolheria a forma do MEU parto, com segurança e apoio.
Assim, tive um parto humanizado na suite do hospital, sem analgesia, com o apoio do marido e das doulas, em um ambiente com luz aconchegante e  natureza familiar, com profissionais que trabalharam com a verdade de minha possibilidade de parto normal, não com interesses e beneficios próprios.
Sou imensamente agradecida a Deus, por colocar em meu caminho estes profissionais. E, por ter me permitido vivenciar esta experiência! E, por isso, vou falar sobre o parto humanizado, quantas vezes for preciso e sem medo de o fazer, para que outras mulheres também possam vivenciar um parto com amor.
 
E isto em nada tem a ver com criticar outras mulheres que não o fizeram, por 'n' motivos. Respeito a posição de cada mulher, apenas luto para que elas possam escolher por si, e para que cada vez mais as mulheres tomem conhecimento do parto humanizado, para, escolherem por conta que tipo de parto querem ter (e que a escolha seja pelo parto humanizado, rs!). Passando a encarar a cesárea como um procedimento médico, cirurgia de risco médio a elevado, que veio para ser exceção e não prática corriqueira, com o objetivo de salvar vidas, quando outra saída não há. E tendo confiança e coragem para ouvir outra opinião médica, quando sentirem que o obstetra não quer fazer a sua vontade, ou não passa confiança que vai fazer o parto de forma humanizada.
 
Espero que, com textos como os que a Natália escreveu e o que agora escrevo, possamos despertar mulheres a buscar informação sobre o parto humanizado, caso se sintam curiosas. E inspirar outras tantas a mudar o foco habitual de cesáreas sem necessidade, para um parto muito mais íntimo, natural e amoroso, e muito mais saudável para a mãe e para o neném.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SOLIDÃO

Hoje eu acordei com cara de chuva.

Pensei nas mães que não cansam nunca. Nas super-heroínas matronas que não se sentem abandonadas como mulher (muito menos exauridas), na tarefa de dar amor, dar afeto, dar atenção, dar cuidado, dar exemplo, dar, dar, dar... Naquelas mulheres-mães 100%.

Deixando de lado a famosa discussão - aquela de ser a 'melhor' mãe para seu filho; de se achar 'perfeita' e 'segura de si'; de não existir perfeição; de haver 'mães preguiçosas' ou não; 'super-protetoras' ou não (discussão esta que às vezes me coloca de um lado, outras vezes de outro); hoje pensei naquelas mães, supermães, categoria na qual a cada dia me ponho mais distante. E embolorei mais minha carcaça.

Porque, de fato, estou longe de ser perfeita (ainda que meu orgulho teime em gritar a todos que, sim! sou a melhor mãe para meu filho!).

Hoje a tempestade em mim alagou muitos espaços, sobrando apenas um cantinho meu, a pensar que aquelas mães não se sentem sozinhas; não sentem falta de liberdade; não padecem nunca: são como rocha, que a água não afeta, porque por ela apenas escorre. Enquanto eu, neste instante, sou terreno arenoso; que encharco de medo e dúvidas.