sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vox populi

... Compensando a anatomia, o povo fala sem ter dó. São dois olhos, dois ouvidos, mas a boca é uma só. E fala, o povo fala mesmo... (Ana Carolina)

Causídico primeiro: ela recuperou a forma

"Mariazinha - Ela diz que perdeu todo o peso da gestação. Estava comentando, toda feliz, que foi na ginecologista ontem, e que está com o mesmo peso de março de 2009.
Beltraninha - Será mesmo? Ela ficou uma 'porca' de gorda na gestação, ganhou mais de 20 quilos. E, até onde eu saiba, não estava fazendo dieta, nem mesmo muitos exercícios. É muito folgada. Não trabalha, só tem que cuidar do filho e mesmo assim não se cuida.
Mariazinha - Mas parece estar mais magra, sim!
Beltraninha - Que emagreceu, pode até ser! Mas deve estar toda flácida."

Causídico segundo: cama no quarto do nenê

"Ciclana - Eles puseram cama do lado do berço, no quarto do nenê; não quiseram deixá-lo dormir lá sozinho. E parece que, até hoje, mais de um ano e meio do nascimento do nenê, ela ainda dorme parte da noite com o filho. Talvez até algumas noites inteiras, sabe-se lá! O marido, coitado, deve ficar 'às favas'!
Joãozinho - Bem deste jeito. Ela que pense que homem aceita ficar em segundo plano. Se não der atenção, vem outra para dar!
Ciclana - É! Ouvi boatos que vão se separar..."

Causídico terceiro: cuidados maternos

"Beltrano - Ela é super-protetora! Não deixa o menino comer terra; não deixa colocar a mão na boca do cachorro; não deixa subir em roda de carroça enferrujada; não deixa tomar sol a pino; não deixa pular na cama elástica com outras crianças; dá comida demais, café da manhã, almoço, lanche da tarde e janta; não deixa o menino subir na mesa, colocar o dedo na tomada, não deixa o menino brincar com moedas; não deixa brincar em janelas sem proteção. Limpa as mãos do filho antes de comer e após a refeição. Neurótica!
Mariazinha - Assim o menino vai sofrer na vida, tem que aprender a se defender, fazer as coisas sozinho, ser independente. É se machucando que se aprende. Afinal, ela não vai estar sempre por perto.
Beltrano - Pois é! E olha que ele já tem mais de um ano e meio..."

E eu com isso?

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