Fala aos pais, um daqueles meninos-rapazes, então ali se formando.
Ela, uma ouvinte atenta, à procura do lencinho de papel na bolsa de mão.
Filho em casa, pensa ela. Bem cuidado pelos avós (colação não é lugar para um neném de um ano e meio). Filho ali, na mente dela, no olhar atento dela, para aquele no púlpito, a homenagear seus pais.
E quando for ele, pensa ela. Será já, daqui uns dias? A vida corre mais rápido do que os passos dela podem alcançar.
Queria crer que a barba não começaria a crescer. Que os olhos do menino não seguiriam a barra do vestido florido, da amiga de sala.
Queria crer que a descoberta do número um não se seguiria a da soma com outro, nem mesmo que o dois vezes dois seria um dia quatro.
Queria crer que os fibroblastos não sintetizariam a elastina e o colágeno; que não existiria a composição centesimal; e que nada significariam os recursos de apelação, recursos ordinários e extraordinários. Que o cotidiano não vencesse o lúdico.
Queria que o colo fosse do tamanho do infinito, e estático o momento do aconchego inicial.
E ela chora.
Lágrimas de dor, por saber que os filhos crescem.
4 comentários:
E Vai se preparando que logo logo é vc!!!! Pq o tempo não passa, ele voa!!!
Bjos
Ana
www.amaedosgmeos.blogspot.com
Que coisa mais linda do mundooooo!!! Chora nãoooooo, senão eu choro juntooooo!!!! Amooo!!
Cassiê,
Crescem! Se crescem! Meu irmão casou e está na Coréia. Meu pai disse que ontem ele nasceu e hoje está do outro lado do mundo.
Quanto a postagem lá na Nave, eu também conto do desenvolvimento do Lorenzo, mas comemorando junto... Me irrita é a competição sabe? E rola muito!
Beijocas
Lindo lindo lindo!!!! Cassiê saudades grande!!! Bjooooooooooo
Postar um comentário