sexta-feira, 26 de agosto de 2011

E o coração chorou, pedacinhos do que a porvir

Fala aos pais, um daqueles meninos-rapazes, então ali se formando.
Ela, uma ouvinte atenta, à procura do lencinho de papel na bolsa de mão.
Filho em casa, pensa ela. Bem cuidado pelos avós (colação não é lugar para um neném de um ano e meio). Filho ali, na mente dela, no olhar atento dela, para aquele no púlpito, a homenagear seus pais.
E quando for ele, pensa ela. Será já, daqui uns dias? A vida corre mais rápido do que os passos dela podem alcançar.
Queria crer que a barba não começaria a crescer. Que os olhos do menino não seguiriam a barra do vestido florido, da amiga de sala.
Queria crer que a descoberta do número um não se seguiria a da soma com outro, nem mesmo que o dois vezes dois seria um dia quatro.
Queria crer que os fibroblastos não sintetizariam a elastina e o colágeno; que não existiria a composição centesimal; e que nada significariam os recursos de apelação, recursos ordinários e extraordinários. Que o cotidiano não vencesse o lúdico.
Queria que o colo fosse do tamanho do infinito, e estático o momento do aconchego inicial.
E ela chora.
Lágrimas de dor, por saber que os filhos crescem.

4 comentários:

Unknown disse...

E Vai se preparando que logo logo é vc!!!! Pq o tempo não passa, ele voa!!!
Bjos
Ana
www.amaedosgmeos.blogspot.com

Mamãe Tati disse...

Que coisa mais linda do mundooooo!!! Chora nãoooooo, senão eu choro juntooooo!!!! Amooo!!

Nave Mamãe disse...

Cassiê,
Crescem! Se crescem! Meu irmão casou e está na Coréia. Meu pai disse que ontem ele nasceu e hoje está do outro lado do mundo.
Quanto a postagem lá na Nave, eu também conto do desenvolvimento do Lorenzo, mas comemorando junto... Me irrita é a competição sabe? E rola muito!
Beijocas

Laiz disse...

Lindo lindo lindo!!!! Cassiê saudades grande!!! Bjooooooooooo