Quando ele se tornar a criança de outrora
onde estarão os passos meus?
A vida passa
E eu, que amo a saudade daquilo que foi,
restarei com a marca do tempo que ficou
- réstia de lembranças, recordações, registros de memória
Quando o pensamento voar ao longe
e estes anos iniciais transmudarem-se na cor (de vivos tons do agora à palidez do passado)
saberei eu ser novamente feliz?
Já temo e choro e lastimo pelos grãos de areia escorrendo entre meus dedos
Como se o presente fosse pouco para viver junto a ele
Deito meu olhar para as cotidianidades do meu dia
E as vejo tão especiais
a ponto de temer por meu esquecimento
Não as posso perder, por um só momento
Quero-as todas:
quentes, vivas, recendentes
Como companheiras,
no balanço de minha cadeira,
nos meus dedos enrugados
a tricotar
- todos os fios do amor.
5 comentários:
Que lindooooooo...
Você estava sumida....
Como esta???
bjos
Poética como sempre...lindo!
Muito lindo. Me arrepiei... sabe que tocou lá dentro? Você escreve super bem amiga. Leve, gostoso e tocante. Bjooo grandãooo
Cadê o livroooo???!! Amo tudo!
Lindo!!!
Que pena que foi tÃo rápido o nosso almoço!!!! Nem deu para colocar a fofoca em dia!
Bjos
Ana
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