sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A criança de outrora

Quando ele se tornar a criança de outrora
onde estarão os passos meus?
A vida passa
E eu, que amo a saudade daquilo que foi,
restarei com a marca do tempo que ficou
- réstia de lembranças, recordações, registros de memória
Quando o pensamento voar ao longe
e estes anos iniciais transmudarem-se na cor (de vivos tons do agora à palidez do passado)
saberei eu ser novamente feliz?
Já temo e choro e lastimo pelos grãos de areia escorrendo entre meus dedos
Como se o presente fosse pouco para viver junto a ele
Deito meu olhar para as cotidianidades do meu dia
E as vejo tão especiais
a ponto de temer por meu esquecimento
Não as posso perder, por um só momento
Quero-as todas:
quentes, vivas, recendentes
Como companheiras,
no balanço de minha cadeira,
nos meus dedos enrugados
a tricotar
- todos os fios do amor.

5 comentários:

Rafaella disse...

Que lindooooooo...
Você estava sumida....
Como esta???
bjos

Unknown disse...

Poética como sempre...lindo!

Laiz disse...

Muito lindo. Me arrepiei... sabe que tocou lá dentro? Você escreve super bem amiga. Leve, gostoso e tocante. Bjooo grandãooo

Mamãe Tati disse...

Cadê o livroooo???!! Amo tudo!

Unknown disse...

Lindo!!!
Que pena que foi tÃo rápido o nosso almoço!!!! Nem deu para colocar a fofoca em dia!
Bjos
Ana